segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

ENQUANTO HÁ TEMPO!

O que é o tempo?! O tempo não é o simples movimentar dos astros, ou o envelhecer da carne, ou ainda o branquear dos cabelos.
         O tempo é a “página em branco” que a misericórdia de Deus nos concede, a cada reencarnação, a fim de que escrevamos, através das linhas das circunstâncias cotidianas, a nossa história de amor e paz, de libertação e felicidade.
         Com a bênção do conhecimento espírita, que nos esclarece sobre nossa origem e destinação, e, sobretudo, a respeito da importância de cada pensamento e atitude no concerto sublime da vida espiritual, o tempo passa a ter significado profundo e especial! Deixa de ser o girar mecânico dos ponteiros do relógio no decorrer dos minutos e das horas, e passa a ser a oportunidade abençoada de semear o bem a todo instante, em derredor dos nossos próprios passos, para que, além de horas à nossa vida, possamos acrescentar vida às nossas horas!
         E nesse momento especial pelo qual passa o planeta terrestre, transitando de mundo de expiações e provas rumo ao novo estágio de regeneração, devemos considerar que, de fato, não há mais tempo...
Não há mais tempo para as horas vazias e o desânimo perturbador, para a palavra negativa e a atitude egoística, para a lamentação ou a transferência de responsabilidade; pois somos todos convidados pelas Vozes dos Céus, a sermos os artífices lúcidos dessa Era Nova que vislumbramos, através de escolhas mais conscientes e acertadas...
         No deserto da existência no mundo, tomemos em nossas mãos a bússola segura do Evangelho restaurado pelos Espíritos do Senhor, e sigamos intemeratos, sem a timidez que limita e o orgulho que enceguece, na certeza absoluta de que, sob as bênçãos do Eterno e o olhar compassivo do Mestre de Nazaré, todos poderemos instaurar em nossos corações e consciências a “Terra Prometida” da harmonia e do equilíbrio, da prosperidade e da beleza, que tanto desejamos encontrar no “mundo de fora”, mas que será, inexoravelmente, apenas o efeito daquilo que alimentamos em nosso mundo interior, na acústica da nossa própria alma.
Não é outro o significado das palavras incomuns de Jesus, que nos orientou “buscar primeiramente o reino de Deus e sua justiça, a fim de alcançarmos todas as demais coisas...” Façamos, portanto, o máximo do mínimo que já sabemos, para que não malbaratemos o tempo, enquanto há tempo...

Luz e paz!
Rossano Sobrinho